A Evolução do Business Intelligence

Primeiro vamos desmistificar os termos: BI é o acrônimo para Business Intelligence, que em português pode ser traduzido como Inteligência de Negócio ou IN.

Como Surgiu

 O conceito do BI foi utilizado pela primeira vez em um livro escrito por Richard Miller Devens, “Cyclopaedia of Commercial and Business Anecdotes” de 1865, para descrever como o bancário Sir Henry Firnese lucrou tomando decisões baseadas em informações dos cenários da época. Ele conseguiu prever situações antes dos seus concorrentes e, como já sabemos, a informação vale ouro.

Em 1958 Hans Peter Luhn, pesquisador da IBM, definiu Business Intelligence como “a habilidade de perceber as inter-relações dos fatos presentes, para ajudar a guiar à objetivos desejados. ”

Trinta anos depois, Howard Dresner, definiu o BI como “conceitos e métodos para melhorar a tomada de decisão de negócios, utilizando sistemas de apoio, baseados em fatos. ”

Estes conceitos passaram a ser fortemente utilizados por estatísticos e economistas.

As primeiras soluções

Entre os anos de 1975 e 1976, surgem as primeiras empresas que desenvolvem soluções de BI. Entre 1990 e 1993, os ERPs passaram a consultar as bases de dados e a gerar relatórios corporativos o que levou a uma integração das informações dentro das empresas. Estas, passaram a ser vistas como uma unidade, de forma centralizada, e não mais de forma fragmentada, onde cada setor tinha o seu sistema de gerenciamento separadamente.

A importância da internet

Vivemos do início dos anos 90 até o final dos anos 2000, uma revolução na forma de comunicação e relacionamento das pessoas com as pessoas e das pessoas com as empresas. Em um determinado ponto, tudo que se via, se falava ou se utilizava estava disponível na internet.

As opiniões dos clientes em relação a um determinado produto ou serviço começaram a ser expostas nas redes sociais, o que fez com que as empresas se preocupassem com o que se falava. As informações ultrapassaram as paredes das organizações, e o que se precisava saber não estava mais apenas nos bancos de dados relacionais e planilhas Excel dentro dos escritórios.

A consolidação das redes sociais gera um aumento exponencial dos dados, e obriga as soluções de BI a voltarem seus olhares para elas. Em meio a toda essa revolução, surgem as análises preditivas, que mudam a forma como as empresas operam, agora, olhando para o futuro. Em 2001 foi criada a primeira versão de uma plataforma BIMobile.

O conceito de software como serviço tornou-se extremamente viável com a popularização e aumento da qualidade da internet e isso, é claro, ajudou a baratear e disseminar todos os tipos de projetos de softwares, inclusive os de BI, tanto que em 2008 a adesão de soluções SaaS se consolidou e dobrou no ano seguinte (de 7% em 2008, para 15% em 2009).

A consolidação do BI

Em 2009 o Gartner havia previsto que até 2012, as empresas iriam controlar pelo menos 40% de seus orçamentos, utilizando um BI. Em 2010, 33% das organizações utilizam uma solução de BI e, 67% das “melhores empresas” já utilizam BI com funções self-service.

Já conseguimos perceber que a forma como as empresas operam os seus negócios mudaram radicalmente nos últimos anos, diante disto, o BI foi se adaptando afim de atender todas as demandas, de forma específica, focando em cada tema e desenvolvendo ferramentas, conceitos, metodologias…

Em 2011 o BI já havia se ramificado em várias vertentes. Era possível trabalhar com os conceitos de Big Data e Data Visualization, utilizar Mashups, haviam ferramentas que funcionavam em dispositivos móveis, outras que realizavam análises preditivas. A experiência do cliente online e nas redes sociais forçaram as produtoras as fornecedoras de softwares a construir ferramentas e serviços utilizando o conceito do faça você mesmo, ou simplesmente BI Self-Service.

Isso tudo fez com que o mercado de BI em formato SaaS crescesse 22,4% e o mercado de BI como um todo faturar 81. 30% das empresas começaram, direta ou indiretamente, monetizar seus ativos de informação, por meio da troca ou venda de seus dados.

Estava então consolidado o BI como produto/serviço essencial para o mercado.

Previsões do Gartner Group para os próximos anos

O Gartner prevê que neste ano de 2017, 80% dos Diretores Executivos de dados vão atuar na maximização do valor dos dados, e em paralelo continuar trabalhando para minimizar seus riscos. Prevê também que no próximo ano o mercado de BI deva faturar 136 bilhões de dólares. Mais de 75% dos Diretores Executivos de dados não vão mais serem subordinados ao CIO ou outro líder de TI, e em 2020, as informações serão utilizadas para reinventar, digitalizar ou eliminar 80% dos processos de negócios e produtos, criados na década anterior.

Diante de tudo isso que nós vimos, podemos concluir que assim nasceu o GIGANTE e a inteligência de negócio, juntamente com outros conceitos, tornou-se um tema essencial para as empresas no tocante à competitividade.

 

Referências

GOODDATA: BUSINESS INTELLIGENCE & DATA VISUALIZATION TOOLS. Disponível em: <http://gooddata.com.br/blog/historia-do-business-intelligence>. Acesso em: 2 abr. 2017

TECHNOLOGY RESEARCH | GARTNER INC. Disponível em: <http://www.gartner.com/itglossary/business-intelligence-bi >. Acesso em: 2 abr. 2017

GARTNER MAGIC QUADRANT FOR BUSINESS INTELLIGENCE 2017 – CLOUD IS COMING (SLOWLY).Disponível em: < http://optimalbi.com/blog/2017/02/17/gartner-magic-quadrant-for-business-intelligence-2017-cloud-is-coming-slowly/>. Acesso em: 2 abr. 2017

Devens R. M. Cyclopaedia of Commercial and Business Anecdotes, 2013

 

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